Aromaterapia na Maternidade – Gravidez, Parto e Pós-parto (parte 2)

Aromaterapia na Maternidade – Gravidez, Parto e Pós-parto (parte 2)

Aromaterapia no Parto

A partir da 36ª ou 37ª semana, chegamos ao período em que o trabalho de parto pode acontecer e ele se iniciará com as contrações, que podem permanecer por horas, dias ou semanas.

Conforme o trabalho de parto avança, seu colo uterino ficará cada vez mais fino e dilatado.

As contrações passarão a acontecer em intervalos cada vez mais curtos e ritmados, ficando mais intensas conforme o processo avança.

As contrações se somatizam através de dores na região da lombar e cólicas que variam de intensidade de organismo para organismo.

Você pode notar uma secreção de muco amarronzada ou com traços de sangue, o chamado “sinal” ou tampão.

O rompimento da bolsa naturalmente, pode acontecer ou não, há partos em que a criança nasce dentro da bolsa, o famoso nascimento empelicado e está tudo bem.

Mantenha a calma, tente se alimentar de maneira leve, e descanse.

óleos essenciais no parto

Dor e náusea

No momento do parto, as contrações podem variar entre: levemente à intensamente dolorosas.

Sim, há mulheres que praticamente não sentem dor durante as contrações, isso porque a dor está sujeita a influências psíquicas, temperamentais, culturais, orgânicas e a agentes estressores.

O que podemos ressaltar aqui é que seu sistema hormonal, principalmente a ocitocina liberada durante o trabalho de parto tem o importante papel de auxiliar o esforço físico, a dor e o esquecimento de tais sensações após o parto.

A  estimulação da hipófise na produção e liberação de endorfinas é provavelmente um dos maiores mecanismos de atuação dos óleos essenciais durante o parto.

Vários óleos essenciais são indicados e podem ser utilizados durante o trabalho de parto.

Eles atuarão no alívio da dor e propiciarão um estado maior de relaxamento da parturiente. As formas de uso podem ser através de inalação e/ou massagem diluídos a 1% em óleo vegetal carreador:

  • Sálvia esclaréia (Salvia sclarea)
  • Camomila Romana (Anthemis nobilis)
  • Capim-limão (Cymbopogon citratus)
  • Cravo Botões (Syzygium aromaticum) (não usar as folhas)
  • Gengibre (Zingiber officinalis)
  • Junípero Bagas (Juniperus communis)
  • Lavanda Francesa (Lavandula angustifolia)
  • Manjerona doce (Origanum marjorana)
  • Mirra (Commyphora myrrha)
  • Hortelã-pimenta (M. piperita)
  • Rosa (Rosa damascena)
  • Ylang-ylang (Cananga odorata)

O óleo essencial de Hortelã-pimenta (Menta piperita) pode ser eficaz para o alívio da náusea e vômitos, muitas vezes causados pelo processo fisiológico do parto e ou efeitos colaterais de outros medicamentos.

óleos essenciais no parto

Aspectos emocionais

A Aromaterapia além de auxiliar os desconfortos físicos, contribui para o conforto emocional da gestante e do bebê.

Pesquisas em biologia molecular comprovam que as sensações absorvidas pela gestante, bem como o aroma sentido pelo bebê em sua primeira respiração, são capazes de formar um imprinting psicológico para o recém nascido e influenciar em sua formação fisiológica.

Os óleos essenciais de Eucalipto (Eucalyptus globulus), Limão (Citrus limon) e Mandarina (Citrus retiulata) podem aumentar a sensação de bem-estar e os sentimentos positivos em relação ao processo do parto.

Os óleos essencias de Bergamota (Citrus bergamia), Sálvia Esclaréia (Salvia sclarea), Olíbano (Boswellia sp.), Jasmim (Jasminum officinalis) e Lavanda Francesa (Lavandula angustifolia), assim como a sinergia dos óleos essenciais de  Lavanda (L. angustifolia) e Camomila Romana (Anthemis nobilis) pode, por sua vez, ser usada para aumentar o relaxamento e facilitar as contrações .

Logo após o nascimento, pode-se utilizar o óleo de Jasmim (Jasminum officinalis) para promover relaxamento e auxiliar no alívio das cólicas que atuam na expulsão da placenta.

Foi comprovado cientificamente que a Aromaterapia é uma grande aliada durante o trabalho de parto, seja ele, natural, humanizado hospitalar, normal ou cesariana, para reduzir a ansiedade e a dor das mães.

Os óleos essenciais também podem favorecer a dilatação do colo uterino e o aumento de partos vaginais, isso tudo com um índice baixíssimo de efeito colaterais adversos. (Burns et al., 2000)

óleos essenciais no parto

Utilização dos óleos essenciais

Dentre as formas mais populares de uso dos óleos essenciais durante a gestação, parto e pós-parto, estão:  inalação, massagem com concentrações de 1% a 3%, diluição na banheira do parto, compressas, escalda-pés e banho de assento.

Porém, os óleos essenciais não devem ser utilizados na banheira no momento do nascimento pois podem ocasionar irritação na pele e nos olhos sensíveis do recém-nascido.

Saiba como utilizar OEs de maneira correta aqui.

Caso o parto seja realizado em casa,  há uma maior liberdade para utilização dos óleos essenciais. Para partos hospitalares, é recomendável checar quais são as políticas do hospital.

Caso não seja possível utilizar vaporizadores e difusores de ambiente, uma excelente opção são os difusores pessoais, além da massagem. É recomendável fazer uma lista dos óleos essenciais  a serem utilizados no parto e deixar o kit preparado para facilitar o uso.

E claro, é muito importante que você se lembre de que dentre as várias possibilidades de óleos essenciais que podem ser utilizados, é muito aconselhável respeitar a afinidade que a gestante demonstra com os aromas, no sentido de escolher óleos  essenciais que a gerem prazer olfativo.

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Este texto foi escrito em colaboração com a Aromaterapeuta e Mãe: Tuane Barreto

 

Referências bibliográficas:

BURNS et al. (2000) Aromatherapy in childbirth: an effective approach to care. Brit J Midwif 8;639-643

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